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quarta-feira, 2 de março de 2011

MAIS UMA MANIFESTAÇÃO DE PRECONCEITO CONTRA NORDESTINOS

Nesta terça feira, o Jornal Band transmitiu uma matéria especial sobre violência contra a mulher. De início, a matéria demonstrava ser muito boa, porém no decorrer declarou uma informação inconsistente e preconceituosa. O jornalista (não recordo o nome) declarou que a violência dos homens para com as mulheres é uma herança da cultura nordestina.
Assusta-me a falta de informação e incoerência desse jornalista. Mas convenhamos que, nós nordestinos somos campeões em titulações deste tipo (preconceituosas).
Recordando
A violência contra a mulher sempre existiu, porém, somente na década de 80 começaram as discussões sobre a problemática, as lutas e reivindicações das mulheres por mais respeito e segurança.
Estudos feministas realizados pelo site www.violenciamulher.org.br, prova que por trás dessa violência estão às distorções de gênero, tais como: o que é ser mulher, qual o papel da mulher na sociedade entre outros.
É preciso ter a visibilidade correta do problema. Acreditando que a violência contra a mulher no Brasil surge a partir de influências nordestinas estamos contribuindo para aumentar ainda mais o preconceito com essa região já tão desfavorecida, além de não reconhecer a necessidade de combatê-la mediante de intervenções sociais, políticas públicas, jurídicas e outras.
Quem são essas mulheres agredidas fisicamente? São nordestinas?
Será que são somente as nordestinas que sofrem a violência e apenas nordestinos os agressores?
Não é a primeira vez que a Band declara afirmações preconceituosas contra nordestinos nos seus telejornais.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

LAGOA DE APODI : O DESASTRE ECOLÓGICO E O REFLEXO ECONÔMICO SOCIAL

Como é sabido, este principal santuário natural que compõe a bacia hidrográfica do Rio Apodi/Mossoró tem sofrido drasticamente pela poluição, decorrentes da falta de uma educação ambiental efetiva da comunidade, de um programa de recuperação de sua mata ciliar e pela introdução de cerca de 80% dos esgotos da cidade em boa parte de suas águas. Além do mais, três investimentos custeados pelo Governo Federal, que a invés de desenvolver a economia do município, se transformaram em prejuízos para a população, estão inseridos: a construção da barragem de Santa Cruz, calçadão da lagoa, a irrigação da Chapada do Apodi. A contaminação da lagoa não vem de hoje. Segundo os pescadores,a poluição refletiu na extinção de alguns peixes como o Urubaiana. Com a rede de arraste, ainda muito usada, não só vêm os peixes como também vêm latas, sacos, garrafas e pneus. Hoje, no entanto, é que os moradores que se localizam ao redor da lagoa podem vislumbrar seus lixos jogados e trazidos de volta pela água para frente de suas casas. Outros peixes como Pilapia, Cumatã, Cascudo,Tambaqui e Camgati foram extintos e hoje, com a Associação de Pescadores de Apodi, essas espécies foram repostas na lagoa, onde se encontram agora na piracema e chega-se a encontrar peixes com até 2 kg. Com a Associação de Pescadores de Apodi desenvolveram a criação de peixes que se localiza na barragem Santa Cruz. Com o apoio do Governo, com as gaiolas, a associação se fortaleceu e aumentou o numero de associados e vendas, visto que a população não compra peixes da lagoa mas compra se vier da barragem. No entanto, a qualidade da água da barragem não depende somente das chuvas, mas também da qualidade da água dos rios que desembocam nela, que por sua vez encontram-se vários trechos de rios com muitos sinais de contaminação, inclusive no Alto Oeste. O que verificamos são prejuízos para pescadores, apicultores e artesões que trabalha com palha de carnaúba, árvore que predomina na vegetação da região. Entende-se que prejudicando a lagoa estará prejudicando a produção do artesanato, que depende da palha de carnaúba para fornecer a matéria-prima para produção de urupemba, vassoura, bolsa, cestos e chapéus, uma herança cultural dos índios Paiacus, que predominavam na região. Por último a apicultura, que produz mel de abelha em 4.000 mil colméias nas margens da lagoa perde sua produtividade com a devastação da mata ciliar.
O que se evidencia é a falta de compromisso das classes políticas para a recuperação deste sítio natural de água. A população já se conscientizou sobre a péssima qualidade da água e sobre os riscos de doenças que ela oferece. Os apodienses tomaram sua iniciativa de recuperação e preservação, mas o processo necessita de um maior trabalho que envolve a descontaminação, saneamento básico e acompanhamento social das famílias que vivem no local.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quando a gente pensa que não falta mais nada ... lá vem!

Depois de ter acompanhado a seção ordinária nesta ultima quinta feira, passei a acreditar que alguns vereadores apodienses não sabem “ao certo” qual a sua função. Para esclarecer um pouco, iremos recordar algumas atribuições do vereador no poder legislativo. Este profissional tem duas funções primordiais: fiscalizar as ações da Prefeitura e legislar. A fiscalização deve ser permanente, acompanhando e denunciando irregularidades da administração municipal ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público. Para isso o vereador deve investigar! Partindo desse esclarecimento podemos fazer um breve “comentário” sobre a rejeição do requerimento de autoria do vereador Jenivan Varela, para a prestação de contas em planilha, da Maternidade Claudina Pinto sobre suas despesas. Esse requerimento era mais do que normal e necessário, visto que, os vereadores tinham acabado de liberarem 780.000 para a Instituição. Não passava de dever dos vereadores cobrarem a prestação de contas sobre as verbas públicas. Até aqui tudo bem... Mas para a surpresa da população, quatro vereadores negaram o requerimento. Deu para entender? O pior é que um deles ainda argumentou – segundo ele, nenhuma denúncia de irregularidade foi feita a ele, subentendendo que está tudo transparente. Será que esse vereador sabe que ele está ali para fiscalizar? Que é dever dele pedir prestação de contas? O povo espera por mais ação e menos omissão !

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

CHEGA DE REGRESSÃO!

Foi veiculado no dia 15 de janeiro no Jornal deFato que a Secretaria Estadual de Saúde (SESAP) irá começar a trabalhar municipalizando 14 dos 23 hospitais regionais do Rio Grande do Norte. Os hospitais regionais de pequeno porte que “deveriam” dá assistência aos atendimentos de Alta complexidade, como o Hospital Regional Hélio Morais Marinho (de Apodi), o hospital de Caraúbas e Caicó, serão municipalizados, devendo atender nos níveis de média e baixa complexidade. Isto se dará através de uma parceria entre as respectivas prefeituras e o Governo do Estado. Bem, esta notícia é bastante preocupante visto que, de fato a mudança de classificação da assistência no hospital de Apodi já era observada ao longo desses últimos 10 anos. O hospital regional de Apodi já teve: banco de sangue, consultório odontológico, sala de raio-x, sala cirúrgica, sala de parto, atendimento ginecológico, entre outros. A necessidade de camas e macas fez o hospital se submeter a doações sucateadas dos hospitais de Natal. Sabemos que a demanda para o hospital de Apodi é muito grande (atende cerca de 300 pessoas por dia no ambulatório) e que ao invés de perdermos deveríamos aumentar as especialidades e o nível de atendimento. Hoje, a realidade consiste na dificuldade de atendimento devido à falta de equipamentos e de profissionais. Até há pouco tempo atrás era inviável o encaminhamento dos pacientes para outras cidades por falta de ambulância. Apodi tem quase 40 mil habitantes e dá (ou deveria dá) assistência ao atendimento na saúde de outras cidades como Itaú, Severiano Melo, Felipe Guerra e outras. A partir daí podemos entender que a responsabilidade que o Hospital Regional de Apodi tem é muito grande, mas pouco reconhecida. Esperávamos com a troca de governo, uma progressão e não uma regressão. Esperávamos que os hospitais do estado fossem reparados, ampliados e sofisticados. Diminuir o nível de complexidade deste importante hospital é regredir duas vezes, uma vez por municipalizá-lo (sabendo que a assistência municipal a saúde em Apodi não anda nada bem) e outra vez por não reconhecer a importância desse hospital para todas essas cidades. Há muito tempo o Governo do Estado vem fazendo vistas grossas em relação ao estado de “calamidade” na saúde. A municipalização desses hospitais poderá ser o primeiro passo para uma administração desastrosa da nossa governadora Rosalba no âmbito da saúde.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Declínio do DEM em quase todo país, apogeu no nordeste

No declínio do seu poder, ligado em especial a velhas oligarquias estaduais e ao regime militar, o partido “Democrata” ainda é forte no estado do Rio Grande do Norte, estado no qual fomenta a existência desse grupo político, tendo como seu principal representante o senador José Agripino. Longe do poder federal desde 2002 ( no qual tiveram a vice presidência), enfraquecido pela morte de antigos caciques (ACM) e pela aposentadoria de outros, a sigla que serviu de sustentação para os governos de José Sarney, de Fernando Collor, de Itamar Franco e de Fernando Henrique Cardoso se equilibra em uma bancada extremamente desidratada, tanto na Câmara quanto no Senado. Dissidentes do antigo PDS, herdeiro da Arena, partido que foi a base da ditadura militar, hoje se denomina “democratas”, uma hipocrisia, e usam essa farsa pra esquecer a história podre que marcou o nosso país. Essa estratégia acabou virando ironia com o escândalo do mensalão do DEM no Distrito Federal, única unidade da Federação que era governada pela sigla, sob o comando de José Roberto Arruda, hoje sem partido. Quem tem um pouco de bom senso e sabe da história política do nosso Brasil pensa mil vezes antes de votar nesse partido, visto que quando se vota em um candidato vota-se também no partido do mesmo, um político não governa sozinho, governa segundo a ideologia do seu partido. Quando é que nós nordestinos iremos acordar? Vamos dá uma basta aos filhotes da ditadura. Não ao DEM!!!

E esquecemos o essencial: nossos sonhos. E esquecemos do outro, das suas dores.

sábado, 27 de novembro de 2010

A pacificação no Rio de Janeiro e seu "efeito colateral"

Estive nesses últimos dias totalmente por fora dos noticiários da mídia e isso me angustiava bastante, visto que só ouvia os comentários sobre os confrontos entre a polícia e os traficantes do Rio, uma "guerra civil".

Sabemos que esse fato reflete de anos de omissão do Estado e da sociedade civil à exclusão social e o tráfico de drogas. Por sua vez, os narcotraficantes se apossaram de áreas consideradas menos favorecidas, controlando as vendas de drogas, ações de controle territorial que afetam a própria rotina da população, já sendo comum a determinação, pelo crime organizado, do fechamento de estabelecimentos comerciais e escolares locais e até mesmo realizando julgamentos dentro da comunidade.

Dessa vez o Estado retirou as vendas dos olhos e não negou a existência do problema. Mesmo assim, como vivemos em um país democrático, começaram as manifestações dos prós e contras a esse meio de intervenção.

Acho engraçado que todos nós sempre falamos que nossos políticos e a polícia sempre fazem vista grossa para essa banalidade toda e que é imprescindível a ação do Estado para esse caso. Esse pensamento é unânime. Porém os grupos de manifestação contra essa ação do Estado alegam que essa não seria a forma mais condizente de combater o tráfico, que muitos inocentes são atingidos e torturados pelos militares. Bem, esse é o chamado dano colateral do caso, em qualquer tipo de ação isso é inevitável.

É importante ressaltar que muitos desses que protestam contra a ação militar na favela são familiares, amigos e até mesmo os consumidores de drogas que temem perder a facilidade do seu vício.

Nas matérias de tv podemos vislumbrar vários moradores que são a favor dessa "ação pacificadora", muitos até cooperam com os policiais oferecendo apoio em suas residências. Esses cidadãos estão cansados de serem utilizados como blindagem, usados como verdadeiros escudos humanos pelos marginais.

Recuar os militares e cruzar os braços para o tráfico é ir contra vários direitos da nossa Constituição. Analisando a situação atual do Rio de Janeiro, a realidade aponta que, para realizar qualquer atividade preventiva em prol da comunidade (educação, saúde e urbanização), isso só poderá ocorrer após o Estado "recuperar" as "áreas liberadas" dominadas pelos membros do crime organizado.

Em alguns minutinhos de conversa com uma cidadã carioca que é contra a essa ação, pude perceber o desejo que estava por trás. O argumento usado foi que a violência urbana deveria ser combatida através da educação, emprego, erradicação da miséria e lálálálálá Bastou uns minutinhos para perceber que era favorável ao tráfico, havia um medo por trás, talvez fosse a preocupação com o baseado de cada dia.

PREFERE UM POLÍTICO PALHAÇO ou UM POLÍTICO LADRÃO?

Estava abrindo meu perfil do orkut quando me deparei com a seguinte postagem de uma amiga (a qual tenho muito respeito): "Prefiro um político palhaço a um político ladrão." Isso me chamou muito a atenção. Penso que prefiro um político honesto e competente. Não podemos generalizar, como sempre digo, temos que separar o joio do trigo. Temos no nosso país políticos competentes que merecem nosso respeito, os mesmos devem estar se mordendo com essa palhaçada toda. Sinto muito a forma com que as pessoas estão vendo essa campanha do palhaço Tiririca. Para muitas pessoas, votar em Tiririca seria um voto de protesto ( pensamento inocente ). Para entendermos como funciona essa candidatura de Tiririca nada melhor que lembrar de seu slogan " pior do que estar não fica". Esse slogan despertou risos e polêmicas (tudo que um palhaço precisa). A presença do humorista na campanha segue uma sequencia lógica: conquitar o maior número de votos possíveis para eleger a si mesmo e a outros candidatos por meio do quociente eleitoral. Bem, essa é a lógica do PR, partido do Tiririca. Já a lógica do palhaço é aparecer o máximo possível na tv e com isso ganhar mais uma legião de fãs, se promover profissionalmente. Isso foi o que fez Clodovil Hernandes. Então, Clodovil foi eleito deputado federal através do seu público gay (principalmente).Porém sua vaga na Câmara Federal foi ocupada por Paes Lira (PTC), coronel da reserva da polícia militar, assumidamente consevador e contrário à união homossexual. O mesmo que, uma vez se pronunciou dizendo - "A constituição é clara ao dizer que casamento é entre homem e mulher". Então, isso é voto de protesto? O eleitorado de Tiririca colocou além de um palhaço na Cãmara, mais alguns políticos sem saber ao menos suas procedências. Já a massa homossexual que jurava defender sua bandeira colocando Clodovil na Câmara nem ao menos soube para quem ficou a vaga e que papel este suplente assumiu em relação ao homossexualismo. Sinto muito por esses jovens que acreditam nesses tipo de "protestos". Esses que votam assim, não podem apresentar frustração ou não deveriam apresentar já que votam conscientemente em um palhaço.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

NADA PRA FAZER? PODE SER.

Até parece que não tenho NADA pra fazer né? [rs] Os motivos que me levaram a abrir esse espaço (blog) nem eu mesma ainda sei mas, como meu amigo Thallysonn costuma dizer, tenho uma necessidade insaciável de metralhar o que penso. Deixo então aberto para isso, metralhar tudo por aqui nos dias que não tenha NADA para fazer.
Pra quem sempre tem muito o que fazer é provável que esse NADA seja revigorante, mas pra quem sempre passa por isso, é bem provável que irá considerar essa situação descrita como mais uma de tédio.
Para alguém questionador e que sabe sempre ver o lado óbvio e oculto das coisas, o que eu disse pode começar a fazer sentido. Para pessoas assim é fácil perceber que há vezes em que o NADA que nos consome pode nos clarear tudo, assim o NADA que me consome está longe de ser o oposto de tudo.
A importância do NADA é inquestionável, então nada mudará isso!
Vamos esperar pra ver ...