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Gilvaneide Holanda - Afrodite se quiser. Tecnologia do Blogger.

domingo, 11 de setembro de 2011

A profecia se cumpriu

Era um "disse que disse" na véspora da maior festa popular da região do alto oeste, a FINECAP, onde "anunciavam" que uma grande tragédia estava para acontecer em Pau dos Ferros.
Foi uma profecia com tamanha precisão, eram 70 mil pessoas na Feira Itermunicipal de Educação, Turismo e Negocíos do Alto Oeste Potiguar - FINECAP, ocorrida no domingo (04), dia do show de Paula Fernandes . Estavam presentes no palco o prefeito Leonardo Rêgo, Dep Felipe Maia e é claro a mulher que tomou a atenção de todos, a governadora Rosalba Ciarlini.
Desde de sua apresentação a sua saída do palco, a governadora foi coberta por vaias, muitas vaias. 
Foi até pronunciado o discurso dela, mas a mesma preferiu se calar diante de 70 mil vaias.
Todos estavam atentos a grande hora. Qual seria o discurso da Rosa?
Vale ressaltar que já completaram mais de cem dias que a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte- UERN está em greve.


Gil. vaneide Holanda

Henrique Eduardo Alves, 40 anos de planário.



"Falo a verdade. Por isso, sabem que sou confiável", diz Alves, sobre os embates recentes com o governo.

O CLÃ ALVES

O deputado é herdeiro político de um dos principais clãs nordestinos, montado pelo ex-governador e ex-ministro Aluísio Alves (1921-2006), cassado pelo Ato Institucional nº 5.

O deputado declarou em 2010 patrimônio de R$ 5,6 milhões, o que inclui cotas da TV Cabugi (retransmissora da Globo) e do jornal "Tribuna do Norte", o de maior circulação no Estado. Em 2007, a Folha revelou que ele usou verba pública para bancar reportagens em seu grupo de comunicação.

Por essas e outras coisas que nosso "time político potiguar continua na segunda divisão".



Gil. vaneide Holanda

domingo, 31 de julho de 2011

[leia] Evangelista: "O PR terá candidato em 2012, tanto pode ser Pinheiro, como pode ser eu"

Ontem, o Presidente da Câmara de Vereadores, Evangelista Menezes Filho, concedeu entrevista ao radialista Fábio Soares e agradeceu a demonstração de carinho e as homenagens feitas à seu pai, falecido há poucos dias.

Sobre política... disse que as possibilidades de união entre seu grupo e o da prefeita são remotas. E que, segundo conversa entre Flaviano e Dr. Pinheiro, foi dito por Flaviano que se Pinheiro reunisse maiores condições de vencer o pleito em 2012, os dois estariam juntos na disputa.

Evangelista não falou... mas também não foi perguntado... sobre o inverso, onde caso Flaviano reunisse maiores condições de vitória se o seu grupo o apoiaria. Contudo, declarou que não acredita em 'terceira via', e acha que apenas 2 lados disputarão a prefeitura em 2012.

Seria então a volta da velha disputa entre: Verde versus Vermelho. Entre Bicudo versus Bacurau.

O radialista Fábio Soares fez questão de enfatizar que em Apodi não há espaços para outras cores: "Não existe essa história de amarelo. Em Apodi só tem espaço para verde e vermelho."

E Evangelista completou: "O vermelho hoje em Apodi é liderado por Pinheiro. Eu sempre fui verde, mas o povo sabe que a única chance do vermelho de Apodi vencer é com Pinheiro."

Sobre a posição do PR nas próximas eleições, Evangelista disse que já conversou com João Maia que determinou que fosse feito uma pesquisa para avaliar a conjuntura política apodiense, e que tanto Dr. Pinheiro como ele próprio poderá sair candidato a prefeito nas próximas eleições.

"O candidato nato do nosso partido é Dr. Pinheiro, detentor de 3 mandatos e que o povo de Apodi sabe do que ele é capaz, mas se o povo quiser que seja eu, se for isso o que aparecer nas pesquisas, então entrarei na disputa. Sou um homem de equipe. Não defino nada sozinho, nem admito que haja definições sem minha participação." - finalizou o vereador Evangelista Filho.


fonte APODIBAIXODOPANO


Nossa resposta:

Não acredito nessa interpretação que algumas pessoas insistem em fazer da atual situação política de Apodi: "que ou vc é bacural ou bicudo".
Para mim, isso é característico de uma situação em que buscam "enfiar", de goela a d'entro, candidatos tradicionais e históricos(devido o número de mandatos ou candidaturas) aos apodienses. Uma coisa curiosa é que não lembro de outro momento na história de apodi em que algumas pessoas tivessem tanta disposição para fazer afirmações do tipo: "ou vc é bacural ou bicudo", "ou vc vota nesse candidato ou naquele". Na minha opinião, esta preocupação reflete o desconforto de uma minoria que se encontra temerosa de uma futura mudança. De alguma forma, a atual situação política de Apodi converge com os interesses dessa minoria. Algumas pessoas tem medo de mudanças, eu tenho medo que as coisas nunca mudem. E como posso votar em quem quiser, e se eu quiser, como é que me obrigam a ser bacural ou bicudo?!

Gildevan Holanda

sábado, 16 de julho de 2011

E os deputados do RN ficaram de fora na lista dos mais assíduos

Optei por usar um eufemismo no título, visto que em alguns momentos temos que "suavizar". Mas o título poderia ser "O quarto deputado que mais faltou nas sessões da Câmara Federal é potiguar" O fato é animador? Dos 513 deputados federais que exercem atualmente o mandato na Câmara dos Deputados, apenas 35 compareceram a 100% das sessões deliberativas no primeiro semestre, de acordo com levantamento feito pelo G1 com base em dados de presença em plenário.Os dados, obtidos pelo site da Câmara, consideram as sessões de fevereiro, início da legislatura, até 7 de julho, sexta-feira da semana passada. Entre os deputados com 100% de presença estão Tiririca (PR-SP) e Romário (PSB-RJ). Uma prova de que o voto de confiança do brasileiro no momento está "valendo a pena".
Infelizmente não tivemos o orgulho de ver um dos nossos representantes potiguares na lista dos mais assíduos, em contrapartida, tivemos a desonra de ver o dep Henrique Alves na quarta posição, entre os deputados que compareceram em menos de 50% das sessões. Perplexo com isso? ... eu não! Já faz um bom tempo que não temos boas notícias dos nossos representantes. Cabe ao povo refletir sobre isso!
Gil. vaneide Holanda

sexta-feira, 8 de julho de 2011

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

A história do Pequeno Principe ...

A sábia raposa ensina o pequeno príncipe a compartilhar. E explica-lhe que, apesar de existirem milhares de flores parecidas, a dele é única, e foi o tempo que ele dedicou a ela que a fez tão importante.

Cativar quer dizer conquistar e requer responsabilidade. Responsabilidade por um amor, por um amigo, pelo talento que possuímos e pelo que conquistamos em nossa carreira profissional e pessoal.

Seja responsável pelas suas conquistas. Valorize-se. Cuide do que você cativou.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Professor Tradicional X Professor Inovador

Na educação, de uma forma geral, ocorre uma prática (principalmente entre os alunos) de categorizar seus professores de acordo com os métodos utilizados ou o comportamento docente em sala de aula. Utilizamos um conjunto de características como ponto de partida para criarmos dois grupos de educadores: os tradicionais e os inovadores. Os primeiros acabam sendo representados como retrógrados, e suas características são apresentadas como comportamento negativo e mais comumente hostilizadas pelos alunos. Diferentemente do dito “professor inovador”, que dispõe de uma maior aceitação entre estes. Em meio a isso tudo, há algo muito importante a ser compreendido. De que forma foi construída tais representações? O que vem a ser tradicional? E o que é um comportamento conservador? Durante a ditadura militar, o ensino (da história, por exemplo) foi caracterizado pela construção do sentimento nacionalista. Nesse período também foi bastante presente a busca, empreendida por parte do Estado, de um professor caracterizado por sua forte autoridade, ao mesmo tempo conivente e submisso aos objetivos do Estado. Já na década de 80, período de transformações sociais (lenta redemocratização, crise econômica) o paradigma de educação se transforma. Assim, a partir de 80, o professor passa a ser melhor avaliado de acordo com sua capacidade de se opor ao perfil de educador tão almejado pelos generais presidentes. As mais simples práticas, comumente presentes em sala de aula durante a repressão (até mesmo o uso da oralidade pelo professor) passaram a ser associadas a um ensino tradicional. Como sabemos, o ensino é uma prática possibilitada pelas relações humanas. E as pesquisas e produções em educação, hoje, buscam nos ensinar a complexidade presente em tais relações ocorridas em sala de aula. Trata-se de um conjunto de fenômenos e comportamentos que são objeto de estudo de muitas pesquisas científicas e que provam a complexidade dos elementos presentes em sala de aula. Tais complexidades não são levadas em conta quando etiquetamos nossos professores em “tradicionais” ou “inovadores”. Determinados métodos “tradicionais” são necessários e presentes ainda hoje: a exposição do conteúdo oralmente; uso do pincel e quadro. E a rejeição a tais métodos também não fará do professor um inovador, que pode cair em armadilha ao tornar outros métodos cotidianos. Antes de tradicionais ou inovadores, prefiro referir-me a bons e maus profissionais. E estes se diferenciam não pelos recursos didáticos utilizados, mas pela capacidade de problematizar as disciplinas e gerar aprendizagem. Gildevan Holanda

A HISTÓRIA ENSINADA ÀS CRIANÇAS E ADOLESCENTES DOS COLÉGIOS MILITARES .

Em 13 de junho de 2010, a jornalista Ana Pinho trouxe à tona, em reportagem da Folha de São Paulo, mais um problema envolvendo política, memória e ensino de História: o livro didático adotado pelos Colégios Militares traz uma versão antidemocrática sobre a ditadura militar brasileira. O material, que orienta o ensino de história de filhos de militares do exército e outros alunos admitidos por concurso, é produzido pela Bibliex - Biblioteca do Exército - e vendido aos estudantes. Trata-se da obra "História do Brasil: Império e República", de Aldo Fernandes, Maurício Soares e Neide Annarumma, que integra a Coleção Marechal Trompowsky. A primeira edição é de 2001 e a que temos em mãos é a quarta, revisada, de 2005. Na obra, afirma-se que o 31 de Março de 1964 foi uma revolução democrática, reagindo às orquestrações do Partido Comunista, e também para moralizar a administração pública, e, portanto, não se configuraria como um golpe contra um governo - democraticamente eleito. O fechamento do regime é explicado como intransigência da oposição emedebista. As torturas e assassinatos cometidos por setores das Forças Armadas no período não são mencionados.
A matéria suscitou posições contrárias ao uso da obra, publicadas no próprio jornal, tanto de leitores, quanto de articulistas da Folha de São Paulo, como Hélio Schartzman e Melchiades Filho. O assunto foi debatido na lista de discussão do Grupo de Trabalho de Ensino de História da ANPUH. Em 05 de Agosto de 2010, a Associação Nacional de História (ANPUH) enviou carta ao Ministério da Educação, Ministério da Defesa e Casa Civil da Presidência da República, manifestando preocupação diante do fato de que o ensino de história nos Colégios Militares legitíma o golpe de 1964, com evidente desconsideração das mais básicas evidências factuais e da historiografia que se constituem sobre o período. A carta apelou também para o significado profundo do ensino e da aprendizagem nos moldes apresentados pelo material didático dos Colégios Militares:
"O ensino da História é partícipe direto da produção de subjetividades, da formação de consciências, de formas de ver e interpretar o mundo, ele participa diretamente da formação ética e política do sujeito e do cidadão, por isso é de suma importância a avaliação de que versões do passado estão sendo ensinadas. Que subjetividades, que tipo de consciência, que visões de mundo podem estar sendo formadas por uma versão da história que justifica e legitima um golpe contra as instituições ainda em nome de uma pretensa defesa da democracia e da civilização ocidental e cristã, que cidadãos estão sendo formados por uma literatura que justifica, legitima e esconde o arbítrio, a tortura e a violência. Estes livros são no mínimo um duvidoso exemplo de comportamento ético."
FONTE: informe ANPUH
Por: Gildevan Holanda.

sábado, 11 de junho de 2011

Política na Sala de Aula: mistura perigosa?

Você acorda cedo. Liga a televisão e, enquanto toma o café da manhã, espera pelas primeiras notícias do dia através dos telejornais. Entre uma matéria e outra, desde curiosidades às informações sobre o rumo das personagens da novela do horário nobre, você se depara com um novo escândalo político. Uma rotina diária para os brasileiros, que infelizmente parecem perder sua capacidade de se admirar diante da desonestidade.
As notícias sobre “mensalões”, desvios de verbas públicas (entre elas a merenda escolar), má administração do dinheiro público em diversas escalas fazem com que seja cada vez mais comum encontrarmos posições do tipo: “política? Eu nem me meto”, “político é tudo igual”, “nem gosto de política”, “política não se discute”, entre outras. Infelizmente esse tem sido o posicionamento de muitas pessoas que, com orgulho, acreditam estarem agindo com bastante eloqüência. Mas será este o comportamento ideal em meio a tal situação? Para um dos maiores educadores brasileiros não.
Paulo Freire
Nascido em Pernambuco, Paulo Freire foi responsável por um método capaz de alfabetizar trezentos trabalhadores rurais em quarenta horas. Experiência iniciada por ele em Angicos- RN e que o tornou famoso a ponto de ser convidado, durante o governo João Goulart, a implantar um programa nacional de alfabetização de adultos. Convite que, posteriormente, também lhe rendeu experiências, semelhantes à de Angicos- RN, em países latinos e norte-americanos, africanos e europeus. Seu sistema de alfabetização foi baseado no ensino da leitura e escrita das palavras presentes na vida dos trabalhadores, portanto utilizadas cotidianamente por estes. E o sucesso da experiência em Angicos deveu-se a uma proposta que aproximava a educação à vida dos alunos, portanto, capacitava-os a melhor entender a própria realidade e as próprias práticas a que estavam habituados.
Com Paulo Freire aprendemos que a educação é uma atividade política, pois só é efetivada através do educador que discute, junto ao aluno, as informações e acontecimentos que possuem influencia direta em suas vidas, seja no âmbito federal, estadual, municipal ou mesmo comunitário.
Se a educação deve primar pela formação de cidadãos críticos, capazes de se posicionar sobre os mais diversos assuntos, é necessário que este “modelo” de cidadão também seja refletido na imagem do professor.
Portanto, existe uma pergunta que deve sempre ser feita pelo educador: queremos formar apenas profissionais qualificados para o mercado de trabalho? Ou podemos adicionar a esse aluno a possibilidade de melhor compreender a sua própria realidade, capacitá-lo para melhor discuti-la politicamente e transformá-la?
Se quisermos uma educação mais voltada para a formação do ser humano, não tenhamos medo de expor nossos posicionamentos em sala de aula, pois se um assunto tão determinante em nossas vidas como a política não puder ser debatida e analisada nas escolas, onde mais ela poderá ser abordada?! Será que o assunto deve se restringir a abordagem da classe política? Se assim fosse, seria uma situação bastante conveniente para esta.
Mais fica o alerta! Que este posicionamento seja livre, e de fato crítico e problematizador, voltado ao interesse e necessidades coletivas, e não influenciado pelo oportunismo dos que se beneficiam (ou buscam se beneficiar) do assistencialismo e favorecimento pessoal. Aos que tendem a colocar os interesses pessoais acima dos coletivos, a discussão política torna-se uma retórica vazia e sem nenhum ensinamento.

sábado, 21 de maio de 2011

O discurso que calou a boca dos nossos deputados estaduais.

Olha a diferença de discurso, comparem o discurso desta professora com as reinvindicações dos professores da UERN. Veja a contextualização dos seus argumentos. Ela enfatiza tanto as dificuldades que os alunos passam como as dificuldades de infra estrutura e é claro seu salário que é bem menor que outros professores por aí que tambem estão pleteando a greve. “Não adianta mascarar uma verdade. Em nenhum momento a educação foi uma prioridade no Rio Grande do Norte”. “Não estou nenhum pouco constrangida em me expor dessa maneira. Penso que o constrangimento deve vir de vocês”. "É assim que os professores multiplicam os 930 (reais), novecentos e trinta de manhã, novecentos e trinta à tarde e novecentos e trinta à noite, pra poder sobreviver". http://www.youtube.com/watch?v=yFkt0O7lceA

Ameaça de greve dos professores da UERN - SOU CONTRA! Veja os motivos

Após audiência com os professores da UERN, o reitor Milton Marques se reuniu com a governadora Rosalba Ciarlini, que pediu até o dia 30 de maio para apresentar proposta à categoria. Na assembleia, os professores deliberaram que caso essa proposta não seja apresentada, a greve será iniciada a partir do dia 31. Eu, Gilvaneide Holanda, sempre fui a favor de lutas por melhorias na educação, por justos salários, pelo direito a greve dos trabalhadores. MAS, pensando bem, o que observamos é a ação dos professores desta universidade por melhorias no" bolso deles" e somente. É de praxe os professores entrarem em greve em toda troca de governo e é claro sempre pelos mesmo motivos, ESDRÚXULOS. Quero deixar claro novamente que não sou contra as greves por melhorias salariais, mas sou literalmente contra reinvindicações parciais, isoladas. Enquanto a Instituição passa por dezenas de problemas de infra estrutura, de acervo bibliográfico, de laboratórios mal estruturados, os professores entram em greve por uma única causa - aumento salarial. Geralmente essa greve termina quando eles conseguem atingir qualquer aumentinho no salário deles. E a dos estudantes quando deve começar? É agora, dizendo não a parada/ greve. Só aceitar essa situação se junto a negociação incluir melhoras para instalações físicas e mais livros nas bibliotecas, mais apoio aos Núcleos que assim como o de Apodi, o de São Miguel e Caraúbas encontram se abandonados. Ainda há aqueles professores que não merecem ganhar nem mil reais de remuneração, de tão descompromissados que são. Enquanto isso os alunos perdem aula, atrasam seus cursos, pulam conteúdos que não serão revisados pelos professores. E aí quem mais anda perdendo nessa história?
Sou CONTRA a GREVE da UERN

quarta-feira, 2 de março de 2011

MAIS UMA MANIFESTAÇÃO DE PRECONCEITO CONTRA NORDESTINOS

Nesta terça feira, o Jornal Band transmitiu uma matéria especial sobre violência contra a mulher. De início, a matéria demonstrava ser muito boa, porém no decorrer declarou uma informação inconsistente e preconceituosa. O jornalista (não recordo o nome) declarou que a violência dos homens para com as mulheres é uma herança da cultura nordestina.
Assusta-me a falta de informação e incoerência desse jornalista. Mas convenhamos que, nós nordestinos somos campeões em titulações deste tipo (preconceituosas).
Recordando
A violência contra a mulher sempre existiu, porém, somente na década de 80 começaram as discussões sobre a problemática, as lutas e reivindicações das mulheres por mais respeito e segurança.
Estudos feministas realizados pelo site www.violenciamulher.org.br, prova que por trás dessa violência estão às distorções de gênero, tais como: o que é ser mulher, qual o papel da mulher na sociedade entre outros.
É preciso ter a visibilidade correta do problema. Acreditando que a violência contra a mulher no Brasil surge a partir de influências nordestinas estamos contribuindo para aumentar ainda mais o preconceito com essa região já tão desfavorecida, além de não reconhecer a necessidade de combatê-la mediante de intervenções sociais, políticas públicas, jurídicas e outras.
Quem são essas mulheres agredidas fisicamente? São nordestinas?
Será que são somente as nordestinas que sofrem a violência e apenas nordestinos os agressores?
Não é a primeira vez que a Band declara afirmações preconceituosas contra nordestinos nos seus telejornais.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

LAGOA DE APODI : O DESASTRE ECOLÓGICO E O REFLEXO ECONÔMICO SOCIAL

Como é sabido, este principal santuário natural que compõe a bacia hidrográfica do Rio Apodi/Mossoró tem sofrido drasticamente pela poluição, decorrentes da falta de uma educação ambiental efetiva da comunidade, de um programa de recuperação de sua mata ciliar e pela introdução de cerca de 80% dos esgotos da cidade em boa parte de suas águas. Além do mais, três investimentos custeados pelo Governo Federal, que a invés de desenvolver a economia do município, se transformaram em prejuízos para a população, estão inseridos: a construção da barragem de Santa Cruz, calçadão da lagoa, a irrigação da Chapada do Apodi. A contaminação da lagoa não vem de hoje. Segundo os pescadores,a poluição refletiu na extinção de alguns peixes como o Urubaiana. Com a rede de arraste, ainda muito usada, não só vêm os peixes como também vêm latas, sacos, garrafas e pneus. Hoje, no entanto, é que os moradores que se localizam ao redor da lagoa podem vislumbrar seus lixos jogados e trazidos de volta pela água para frente de suas casas. Outros peixes como Pilapia, Cumatã, Cascudo,Tambaqui e Camgati foram extintos e hoje, com a Associação de Pescadores de Apodi, essas espécies foram repostas na lagoa, onde se encontram agora na piracema e chega-se a encontrar peixes com até 2 kg. Com a Associação de Pescadores de Apodi desenvolveram a criação de peixes que se localiza na barragem Santa Cruz. Com o apoio do Governo, com as gaiolas, a associação se fortaleceu e aumentou o numero de associados e vendas, visto que a população não compra peixes da lagoa mas compra se vier da barragem. No entanto, a qualidade da água da barragem não depende somente das chuvas, mas também da qualidade da água dos rios que desembocam nela, que por sua vez encontram-se vários trechos de rios com muitos sinais de contaminação, inclusive no Alto Oeste. O que verificamos são prejuízos para pescadores, apicultores e artesões que trabalha com palha de carnaúba, árvore que predomina na vegetação da região. Entende-se que prejudicando a lagoa estará prejudicando a produção do artesanato, que depende da palha de carnaúba para fornecer a matéria-prima para produção de urupemba, vassoura, bolsa, cestos e chapéus, uma herança cultural dos índios Paiacus, que predominavam na região. Por último a apicultura, que produz mel de abelha em 4.000 mil colméias nas margens da lagoa perde sua produtividade com a devastação da mata ciliar.
O que se evidencia é a falta de compromisso das classes políticas para a recuperação deste sítio natural de água. A população já se conscientizou sobre a péssima qualidade da água e sobre os riscos de doenças que ela oferece. Os apodienses tomaram sua iniciativa de recuperação e preservação, mas o processo necessita de um maior trabalho que envolve a descontaminação, saneamento básico e acompanhamento social das famílias que vivem no local.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quando a gente pensa que não falta mais nada ... lá vem!

Depois de ter acompanhado a seção ordinária nesta ultima quinta feira, passei a acreditar que alguns vereadores apodienses não sabem “ao certo” qual a sua função. Para esclarecer um pouco, iremos recordar algumas atribuições do vereador no poder legislativo. Este profissional tem duas funções primordiais: fiscalizar as ações da Prefeitura e legislar. A fiscalização deve ser permanente, acompanhando e denunciando irregularidades da administração municipal ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público. Para isso o vereador deve investigar! Partindo desse esclarecimento podemos fazer um breve “comentário” sobre a rejeição do requerimento de autoria do vereador Jenivan Varela, para a prestação de contas em planilha, da Maternidade Claudina Pinto sobre suas despesas. Esse requerimento era mais do que normal e necessário, visto que, os vereadores tinham acabado de liberarem 780.000 para a Instituição. Não passava de dever dos vereadores cobrarem a prestação de contas sobre as verbas públicas. Até aqui tudo bem... Mas para a surpresa da população, quatro vereadores negaram o requerimento. Deu para entender? O pior é que um deles ainda argumentou – segundo ele, nenhuma denúncia de irregularidade foi feita a ele, subentendendo que está tudo transparente. Será que esse vereador sabe que ele está ali para fiscalizar? Que é dever dele pedir prestação de contas? O povo espera por mais ação e menos omissão !

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

CHEGA DE REGRESSÃO!

Foi veiculado no dia 15 de janeiro no Jornal deFato que a Secretaria Estadual de Saúde (SESAP) irá começar a trabalhar municipalizando 14 dos 23 hospitais regionais do Rio Grande do Norte. Os hospitais regionais de pequeno porte que “deveriam” dá assistência aos atendimentos de Alta complexidade, como o Hospital Regional Hélio Morais Marinho (de Apodi), o hospital de Caraúbas e Caicó, serão municipalizados, devendo atender nos níveis de média e baixa complexidade. Isto se dará através de uma parceria entre as respectivas prefeituras e o Governo do Estado. Bem, esta notícia é bastante preocupante visto que, de fato a mudança de classificação da assistência no hospital de Apodi já era observada ao longo desses últimos 10 anos. O hospital regional de Apodi já teve: banco de sangue, consultório odontológico, sala de raio-x, sala cirúrgica, sala de parto, atendimento ginecológico, entre outros. A necessidade de camas e macas fez o hospital se submeter a doações sucateadas dos hospitais de Natal. Sabemos que a demanda para o hospital de Apodi é muito grande (atende cerca de 300 pessoas por dia no ambulatório) e que ao invés de perdermos deveríamos aumentar as especialidades e o nível de atendimento. Hoje, a realidade consiste na dificuldade de atendimento devido à falta de equipamentos e de profissionais. Até há pouco tempo atrás era inviável o encaminhamento dos pacientes para outras cidades por falta de ambulância. Apodi tem quase 40 mil habitantes e dá (ou deveria dá) assistência ao atendimento na saúde de outras cidades como Itaú, Severiano Melo, Felipe Guerra e outras. A partir daí podemos entender que a responsabilidade que o Hospital Regional de Apodi tem é muito grande, mas pouco reconhecida. Esperávamos com a troca de governo, uma progressão e não uma regressão. Esperávamos que os hospitais do estado fossem reparados, ampliados e sofisticados. Diminuir o nível de complexidade deste importante hospital é regredir duas vezes, uma vez por municipalizá-lo (sabendo que a assistência municipal a saúde em Apodi não anda nada bem) e outra vez por não reconhecer a importância desse hospital para todas essas cidades. Há muito tempo o Governo do Estado vem fazendo vistas grossas em relação ao estado de “calamidade” na saúde. A municipalização desses hospitais poderá ser o primeiro passo para uma administração desastrosa da nossa governadora Rosalba no âmbito da saúde.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Declínio do DEM em quase todo país, apogeu no nordeste

No declínio do seu poder, ligado em especial a velhas oligarquias estaduais e ao regime militar, o partido “Democrata” ainda é forte no estado do Rio Grande do Norte, estado no qual fomenta a existência desse grupo político, tendo como seu principal representante o senador José Agripino. Longe do poder federal desde 2002 ( no qual tiveram a vice presidência), enfraquecido pela morte de antigos caciques (ACM) e pela aposentadoria de outros, a sigla que serviu de sustentação para os governos de José Sarney, de Fernando Collor, de Itamar Franco e de Fernando Henrique Cardoso se equilibra em uma bancada extremamente desidratada, tanto na Câmara quanto no Senado. Dissidentes do antigo PDS, herdeiro da Arena, partido que foi a base da ditadura militar, hoje se denomina “democratas”, uma hipocrisia, e usam essa farsa pra esquecer a história podre que marcou o nosso país. Essa estratégia acabou virando ironia com o escândalo do mensalão do DEM no Distrito Federal, única unidade da Federação que era governada pela sigla, sob o comando de José Roberto Arruda, hoje sem partido. Quem tem um pouco de bom senso e sabe da história política do nosso Brasil pensa mil vezes antes de votar nesse partido, visto que quando se vota em um candidato vota-se também no partido do mesmo, um político não governa sozinho, governa segundo a ideologia do seu partido. Quando é que nós nordestinos iremos acordar? Vamos dá uma basta aos filhotes da ditadura. Não ao DEM!!!

E esquecemos o essencial: nossos sonhos. E esquecemos do outro, das suas dores.

sábado, 27 de novembro de 2010

A pacificação no Rio de Janeiro e seu "efeito colateral"

Estive nesses últimos dias totalmente por fora dos noticiários da mídia e isso me angustiava bastante, visto que só ouvia os comentários sobre os confrontos entre a polícia e os traficantes do Rio, uma "guerra civil".

Sabemos que esse fato reflete de anos de omissão do Estado e da sociedade civil à exclusão social e o tráfico de drogas. Por sua vez, os narcotraficantes se apossaram de áreas consideradas menos favorecidas, controlando as vendas de drogas, ações de controle territorial que afetam a própria rotina da população, já sendo comum a determinação, pelo crime organizado, do fechamento de estabelecimentos comerciais e escolares locais e até mesmo realizando julgamentos dentro da comunidade.

Dessa vez o Estado retirou as vendas dos olhos e não negou a existência do problema. Mesmo assim, como vivemos em um país democrático, começaram as manifestações dos prós e contras a esse meio de intervenção.

Acho engraçado que todos nós sempre falamos que nossos políticos e a polícia sempre fazem vista grossa para essa banalidade toda e que é imprescindível a ação do Estado para esse caso. Esse pensamento é unânime. Porém os grupos de manifestação contra essa ação do Estado alegam que essa não seria a forma mais condizente de combater o tráfico, que muitos inocentes são atingidos e torturados pelos militares. Bem, esse é o chamado dano colateral do caso, em qualquer tipo de ação isso é inevitável.

É importante ressaltar que muitos desses que protestam contra a ação militar na favela são familiares, amigos e até mesmo os consumidores de drogas que temem perder a facilidade do seu vício.

Nas matérias de tv podemos vislumbrar vários moradores que são a favor dessa "ação pacificadora", muitos até cooperam com os policiais oferecendo apoio em suas residências. Esses cidadãos estão cansados de serem utilizados como blindagem, usados como verdadeiros escudos humanos pelos marginais.

Recuar os militares e cruzar os braços para o tráfico é ir contra vários direitos da nossa Constituição. Analisando a situação atual do Rio de Janeiro, a realidade aponta que, para realizar qualquer atividade preventiva em prol da comunidade (educação, saúde e urbanização), isso só poderá ocorrer após o Estado "recuperar" as "áreas liberadas" dominadas pelos membros do crime organizado.

Em alguns minutinhos de conversa com uma cidadã carioca que é contra a essa ação, pude perceber o desejo que estava por trás. O argumento usado foi que a violência urbana deveria ser combatida através da educação, emprego, erradicação da miséria e lálálálálá Bastou uns minutinhos para perceber que era favorável ao tráfico, havia um medo por trás, talvez fosse a preocupação com o baseado de cada dia.

PREFERE UM POLÍTICO PALHAÇO ou UM POLÍTICO LADRÃO?

Estava abrindo meu perfil do orkut quando me deparei com a seguinte postagem de uma amiga (a qual tenho muito respeito): "Prefiro um político palhaço a um político ladrão." Isso me chamou muito a atenção. Penso que prefiro um político honesto e competente. Não podemos generalizar, como sempre digo, temos que separar o joio do trigo. Temos no nosso país políticos competentes que merecem nosso respeito, os mesmos devem estar se mordendo com essa palhaçada toda. Sinto muito a forma com que as pessoas estão vendo essa campanha do palhaço Tiririca. Para muitas pessoas, votar em Tiririca seria um voto de protesto ( pensamento inocente ). Para entendermos como funciona essa candidatura de Tiririca nada melhor que lembrar de seu slogan " pior do que estar não fica". Esse slogan despertou risos e polêmicas (tudo que um palhaço precisa). A presença do humorista na campanha segue uma sequencia lógica: conquitar o maior número de votos possíveis para eleger a si mesmo e a outros candidatos por meio do quociente eleitoral. Bem, essa é a lógica do PR, partido do Tiririca. Já a lógica do palhaço é aparecer o máximo possível na tv e com isso ganhar mais uma legião de fãs, se promover profissionalmente. Isso foi o que fez Clodovil Hernandes. Então, Clodovil foi eleito deputado federal através do seu público gay (principalmente).Porém sua vaga na Câmara Federal foi ocupada por Paes Lira (PTC), coronel da reserva da polícia militar, assumidamente consevador e contrário à união homossexual. O mesmo que, uma vez se pronunciou dizendo - "A constituição é clara ao dizer que casamento é entre homem e mulher". Então, isso é voto de protesto? O eleitorado de Tiririca colocou além de um palhaço na Cãmara, mais alguns políticos sem saber ao menos suas procedências. Já a massa homossexual que jurava defender sua bandeira colocando Clodovil na Câmara nem ao menos soube para quem ficou a vaga e que papel este suplente assumiu em relação ao homossexualismo. Sinto muito por esses jovens que acreditam nesses tipo de "protestos". Esses que votam assim, não podem apresentar frustração ou não deveriam apresentar já que votam conscientemente em um palhaço.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

NADA PRA FAZER? PODE SER.

Até parece que não tenho NADA pra fazer né? [rs] Os motivos que me levaram a abrir esse espaço (blog) nem eu mesma ainda sei mas, como meu amigo Thallysonn costuma dizer, tenho uma necessidade insaciável de metralhar o que penso. Deixo então aberto para isso, metralhar tudo por aqui nos dias que não tenha NADA para fazer.
Pra quem sempre tem muito o que fazer é provável que esse NADA seja revigorante, mas pra quem sempre passa por isso, é bem provável que irá considerar essa situação descrita como mais uma de tédio.
Para alguém questionador e que sabe sempre ver o lado óbvio e oculto das coisas, o que eu disse pode começar a fazer sentido. Para pessoas assim é fácil perceber que há vezes em que o NADA que nos consome pode nos clarear tudo, assim o NADA que me consome está longe de ser o oposto de tudo.
A importância do NADA é inquestionável, então nada mudará isso!
Vamos esperar pra ver ...