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sábado, 26 de novembro de 2011

Presidenta Dilma suspende assinatura de projeto polêmico para o Apodi

Hoje as representações dos movimentos rurais do RN que defendem a agricultura familiar se reuniram na CUT/Natal com o Sr.  Cândido Hilário Garcia Araújo, da Secretaria Geral da Presidência da República, quando foi assegurado que a Presidenta Dilma não assinará a ordem de serviço para implantação de projeto de irrigação na Chapada do Apodi. Alternativamente foi agendado um encontro em Brasília quando será mostrado outro projeto que garante mais empregos, mais renda, mais inclusão social, menos custo, defesa do meio ambiente e fortalecimento da agricultura familiar.

Enquanto membro da Executiva da Rede Estadual de Colegiados Territoriais o nosso mandato de vice prefeito de Campo Grande/RN se fez presente e trouxe a solidariedade da Rede a causa que estava sendo defendida pelas instituições articuladas através do Fórum do Campo Potiguar – FOCAMPO (como CUT, FETARN, FETRAF RN, MST, MLST, Marcha Mundial das Mulheres, assentamentos do Apodi e outras entidades) junto com apoio de Estudiosos Professores Universitários da UFRN.
Tenho a propriedade de conhecimento da região como morador, engenheiro agrônomo e ex supervisor do Projeto Dom Heldêr Câmara/SDT/MDA/Governo Federal para assegurar que na região do Apodi existem dezenas de experiências de baixo custo que somados vem melhorando significativamente a vida de centenas de famílias. Portanto, a solução mais barata e de grande impacto positivo é fortalecer estas iniciativas e ampliá-las ao invés de destruir tudo e começar do zero.
Sem contar que a proposta que está sendo apresentada pelo DNOCS é embasada numa matriz tecnológica que não se viabiliza em nossa região como podem ser comprovadas por inúmeras experiências semelhantes que foram realizadas antes e estão paralisadas. Este formato de irrigação destrói os Agroecossistemas locais presente na Chapada do Apodi, expulsa as famílias camponesas residentes há dezenas de anos, e ainda vai de encontro com o Projeto de Desenvolvimento Sustentável e Solidário que tem como principal pilar a Agricultura Familiar Camponesa.
A atitude da nossa Presidenta Dilma Roussef de não assinar a ordem de serviço do atual projeto e esperar pela apresentação do projeto alternativo, reafirma o caráter democrático e popular do seu Governo e, sobretudo, a prioridade para projetos que promovem a inclusão social e atendem o seu objetivo central de erradicar a miséria no nosso país. Aliás, o nome do outro projeto é PADRE PEDRO NEEFS, o que já diz tudo.



"… que é muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos."

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

"Não se mistura política e religião" será?

Já não estranhamos quando pastores, fiés, padres e outros religiosos resolvem seguir uma carreira política. Já tornou-se um fato tão corriqueiro que ninguém fala nada. Podemos observar que em Natal ( assim como nas cidades do interior) todos os anos surgem essas personalidades religiosas tentando espaço na Câmara, no Senado ...

Acontece que essa é uma estratégia  política que vem colhendo seus frutos há um bom tempo. Defender ideais religiosos toca na sensibilidade de muita gente. Foi assim que Garotinho ( no Rio de Janeiro), bispo Marinho ( na Bahia), pastor Jácome (em Natal) e muitos outros que não caberiam citar tantos. 
Os discursos em prol da fé vem conquistando cada vez mais espaço na política brasileira, o que contradiz as premissas do estado laico, aquele que estabelece a neutralidade da nação na questão religiosa.
Foi assim que a então candidata a presidência da república Marina Silva conseguiu ganhar destaque dentro da classe de fiés, em seuss discursos sempre aclamava entusiasticamente a fé do povo por meio de palavras bíblicas, mas que colocam em oposição ativistas e religiosos  no centro dos debates como é o caso do aborto e da união civil entre homossexuais,  com isso conquistou muitos votos de protestantes, os quais acreditam que "políticos que provenham de Deus" trarão mais prosperidade a política.
O fato é que defendendo uma bandeira religiosa, Garotinho é outro exemplo  nítido, este conseguiu prosperar muito bem a sua conta bancária ( foi acusado de enriquecimento ilícito).
Há muito tempo os evangélicos/ religiosos se comportam como um partido político e têm propósitos estratégicos de ganhar governos, prefeituras, bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
Não se pode negar que há um risco grande de se ter um governo de intolerância, discriminatório em relação a quem não pertence à igreja. 
Como ficaria as discursões sobre questões do direito reprodutivo da mulher, do aborto, dos métodos anticoncepcionais e da união civil entre os gays?

Longe do que muitos pensam ser religioso não condiz com competência política. Imaginou se o bispo Macedo fosse político? Acredita mesmo que os interesses deste condizem com os interesses do povo ou interesses de Deus?


Há uma clara intensão em conquistar espaço político através da "inocência e fragilidade religiosa". Em Natal e nas cidades do interior é bem mais evidente.  Infelizmente o nosso País não é um país de uma população esclarecida. É de uma população ainda muito conservadora e muito suceptível a acreditar nos apelos das igrejas.

Religiosidade não condiz necessariamente com compentência política!

Fique de olho nisso ÔÔ

Gil. vaneide Holanda